Estrada dos Tropeiros e Caminhos da Corte

Um passeio pela história cheia de belas paisagens, veja a bela matéria do Site PEGUESTRADA.

Uma região repleta de dados históricos, boas estradas e paisagens incríveis são os atrativos desse roteiro que vamos descrever.

Percorrerá  o trecho final da Estrada Real, que sai da cidade de Cunha-SP até Paraty-RJ “cortando” a Serra do Mar, já no litoral carioca. Essa mesma estrada que, até  poucos tempo, era em grande parte de terra e agora, já está em fase de acabamento e ficando totalmente calçada com bloquetes.

Em seguida, seguirá pela Rodovia Rio-Santos, repleta de curvas e belas escarpas  com paisagens belíssimas do nosso rico litoral. Pouco antes da cidade de Angra dos Reis-RJ, começará a subir em direção a Lídice, Rio Claro e Getulândia, trecho esse que  guarda surpresas, como os túneis esculpidos em rocha e trechos em paralelepípedo.

Em seguida, o destino é Bananal novamente no estado de São Paulo, e seguindo pela Estrada dos Tropeiros, passando por Arapeí, São José do Barreiro, Areias, Queluz e Silveiras, sendo essa, a última parada!

Sobre esse roteiro

Cada cidade desse roteiro tem importantes dados históricos de nosso país que, algumas curiosidades, serão relatados nessa matéria.

O roteiro se inicia em Cunha-SP, que se encontra em meio a Serra do Mar e da Bocaina conservando a maior reserva de Mata Atlântica de nosso país.

Com inúmeras cachoeiras, nascentes e riachos, seu entorno é rico em belos exemplares da flora brasileiras como manacás, ipês, quaresmeiras, dentre tantas outras nessa imensa área verde.

Último ponto de parada dos tropeiros que percorriam a Estrada Real trazendo ouro das Minas Gerais, Cunha também foi palco na Revolução Constitucionalista de 1934 e de batalhas de soldados paulista contra uma tropa da Marinha, que pretendia chegar a São Paulo pelo Vale do Paraíba.

Com boas pousadas e restaurantes é uma ótima opção de parada para iniciar esse roteiro.

 

Trecho 1 – Cunha-SP a Paraty-RJ – 48km

A estrada entre as duas cidades é um atrativo a parte desde a saída de Cunha. Cachoeiras na beira da estrada, vistas maravilhosas , muita vegetação e um calçamento em fase de acabamento, (a pouco tempo atrás era uma aventura percorrer esse trecho sem um veículo 4×4),  está se tornando uma nova alternativa para chegar ao litoral por uma estrada belíssima! Só fique atento  a neblina, que pode cobrir toda a estrada!

Uma opção é sair de Cunha seguindo os marcos da Estrada Real que percorre por terra, outro caminho até a estrada asfaltada. Belas paisagens e cachoeiras fazem parte desse caminho.

 

 

Paraty-RJ

A famosa cidade tem muita história e atrativos para agradar a todo turista que por lá passa. Com um altitude média de apenas 5 mts acima do nível do mar, foi sede do mais importante porto exportador de ouro do país no período colonial brasileiro (1530-1815). Atrativos  como cachoeiras, passeios de barcos, ilhas, e também as contruções históricas como o forte, igrejas e as ruas centrais, são o que atrai a essa cidade, que foi emancipada em 1667. Ao caminhar pelas ruas do centro histórico da cidade, ainda calçadas com pedras centenárias e ruas fechadas com correntes, percebe-se o grande valor histórico da cidade, é um lugar muito bem preparado para receber os turistas, com restaurantes e pousadas de ótima qualidade.

Trecho 2 – Paraty-RJ – Bananal-SP – 170km

Saindo de Paraty no sentido do Rio de Janeiro, temos um trecho  que deve ser feito tranquilamente e com tempo. A famosa estrada Rio-Santos nos revela, a cada curva, um cenário de rara beleza! A imensidão do mar, praias escondidas, muito verde e o bom estado da estrada, faz com que o tempo demore a passar nessa região e várias paradas para registrar o passeio se fazem obrigatórias!

Depois de aproximados 80 quilômetros percorridos, sairemos dessa estrada e começaremos a subir a serra novamente. Nesse trecho também sinuoso e cercado de natureza, a curiosidade fica por conta de túneis esculpidos em pedra e trechos em paralelepípedos, nos fazendo lembrar do quão antiga é a região. Seguiremos  passando pelo centro de Lídice, Rio Claro, Getulândia, Pouso Seco, Santana do Bonsucesso e Bananal.

Após Santana do Bonsucesso, uma fazenda a esquerda chama a atenção: uma estrada de terra cercada de palmeiras e uma imensa casa de fazenda ao fundo, compõe um cenário que vale a pena conhecer. O Hotel Fazenda Boa Vista, que já serviu de cenário para novelas , filmes e miniséries, teve como hóspede ilustre nada mais que  Duque de Caxias! Vale a pena conhecer o casarão contruído em 1780 e seu entorno.

 

Trecho 3 – Bananal-SP – Arapeí-SP – 18km

Deixando Bananal e seguindo pela Rod. dos Tropeiros, que serpenteia em meio as montanhas, em aproximadamente 20 minutos de pista simples e tranquila, já estará chegando a Arapeí.

Arapeí-SP

Com o objetivo de povoar o Caminho Novo, criado para escoar a produção do Brasil colônia, viu-se a necessidade de criar 13 sesmarias na região. Arapeí foi a 9˚, destinada a João Barbosa de Camargo. Com seu apogeu no séc XVIII , no Ciclo do Café, integrou o poderio econômico dos Barões do Café de Bananal.

Hoje, com seu valor cultural comprovado, outros atrativos naturais incrementam a região como cachoeiras, fazendas, caverna e trilhas.

Trecho 4 – Arapeí-SP – São José do Barreiro-SP – 29km

Nesse trecho não é diferente. Curvas e belas paisagens são constantes, mas fique atento as placas, que podem estar cobertas pela vegetação que margeia a pista. A única bifurcação do trecho, a direita,  pode te levar por engano a Resende, as margens da Dutra.

São José do Barreiro-SP

Aos pés da Serra da Bocaina, além de oferecer um turismo bem diversificado com caminhadas em meio a natureza, passeios a cavalo e esportes de aventura, ainda está repleta de fazendas centenárias para se hospedar e visitar. A culinária caipira feita no fogão a lenha somada a hospitalidade típica do interior paulista, completam os atrativos dessa cidade. A Cachoeira da Usina é um dos pontos a serem visitados na cidade!

Trecho 5 – São José do Barreiro-SP – Areias-SP – 22km

Ao sair da cidade, em poucos quilômetros, passará pela Represa do Funil, que, devido ao represamento do Rio Paraíba do Sul, as margens da Rodovia Presidente Dutra, fez com que suas águas chegassem até essa região proporcionando o surgimento de atrativos em seu entorno. O nível da represa varia de acordo com os níveis de chuva.

Seguindo, em aproximadamente 20 minutos, estará em Areias!

 

Areias-SP

Foi a primeira a cultivar o café na região, devido a isso se tornou destaque no mercado cafeeiro nacional!

Outro fator histórico que chama a atenção na cidade é ter servido de ponto de parada de D. Pedro I e II, que se hospedaram no Hotel Santana ( em funcionamento até hoje) a caminho do Ipiranga em 1822, para a proclamação da nossa independência. O hotel conserva sua arquitetura externa e parte da interna até os dias atuais, com móveis e sala de oratório.

A arquitetura da cidade merece atenção por estar bem conservada, fato esse que facilmente se comprova caminhando pela cidade.

Trecho 6 – Areias-SP – Queluz-SP – 15km

Esse parte do roteiro vale uma observação: Siga de Areias a Queluz e depois volte a Areias para chegar a Silveiras, permanecendo assim em rodovias mais tranquilas.

Esse trecho é bem cênico, merecendo algumas paradas para fotos, começando pelo portal criado pela prefeitura de Areias, no antigo “Trevo da Balança”. A rodovia se encontra em bom estado de conservação, proporcionando um passeio tranquilo e com pouco movimento.

Queluz-SP

O nome  é uma homenagem ao solar português onde nasceu D. Pedro I e os atrativos da cidade é o legado cultural, histórico e arquitetonico deixado pelas fazendas de café na região. Um passeio pela cidade nos surpreende com os belos e conservados prédios, além da ponte sobre o rio Paraíba do Sul que foi construída em 1933 em substituição a antiga, dinamitada pelas Forças Legalistas na Revolução de 32. A antiga estação ferroviária construída em 1874 também vale a visita!

Trecho final – Queluz-SP – Silveiras-SP (Rod. Tropeiros) 38km

Retonando para Areias e seguindo para Silveiras, esse trajeto é mais curto e muito mais bonito, além de fugir da movimentada Dutra. O cenário é semelhante a todo o resto do roteiro e as condições da estrada também, prevalecendo uma tocada bem tranquila e aproveitando as curvas para gastar as “bordas” dos pneus.

 

Silveiras-SP

O artesanato, na cidade considerada o Portal do Vale Histórico, é rapidamente notado pelas ruas da cidade ou nos bairros rurais. Feitos em madeira Caixeta, retiradas de áreas de manejo sustentável, trouxe uma identidade a cidade. Pintados a mão por hábeis artesãos, os pássaros da fauna brasileiras são os mais reproduzidos e vendidos. A visita ao atelier é um dos atrativos da cidade, juntamente com a matriz N. Sra. da Conceição, a Cadeia Velha, um prédio do século XIX restaurada por Euclides da Cunha, cachoeiras, trincheiras utilizadas nas revoluções de 1842 e 1932, entre outros atrativos mais.

Por fim, esse roteiro é para ser feito tranquilamente, sem pressa, para apreciar as belas paisagens, a diversidade da culinária regional e estar mais próximo da história do nosso país, que, nessa região tão importante, parece ganhar vida.

Informações sobre o roteiro, as cidades, onde comer e dormir, podem ser encontradas aqui:

http://www.caminhosdacorte.com.br/index2.html

Motos

Nesses 3 dias, rodamos com duas motos que tem o DNA estradeiro, BMW R1200 GS e a BMW F800 GS Adventure.

A versatilidade dessas motos nos proporcionou explorar lugares mais restritos com terra, pedras e lama e, por outro lado,  o conforto e segurança nos conduziu pelo roteiro de asfalto, repleto de curvas e diferentes tipos de piso e aderência.

O consumo durante esses quase 1000km ficou bem parecido entre elas, apesar da diferença de motores. O consumo mínimo foi de 23km/l para a R1200GS e 24,6km/l para F800GS Adv, enquanto que o máximo foi de 17,4km/l para a R1200 GS e 18,8km/l para a F800GS Adv.

Fonte: http://www.5os.com.br/peguestrada/estrada-dos-tropeiros-e-caminhos-da-corte/

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