A Arte Cerâmica de Cunha

A cidade consolida-se dia a dia como um importante pólo de arte cerâmica do Brasil e da América do Sul, caracterizado pela diversidade técnica e estética de sua produção, o que lhe conferiu a denominação “cerâmica de autor”.

A qualidade artística dos ateliês espalhados pela cidade encanta a todos, com peças inspiradas em variadas influências desde a indígena-ibérica das paneleiras à oriental – introduzida em 1975 com o forno Noborigama, caracterizado por muitas horas de queima à lenha em altas temperaturas, assim como o design contemporâneo de peças criadas por processo manual e queimadas em fornos a gás ou elétricos.

Nesse cenário, percorrer os ateliês admirando a diversidade e singularidade do trabalho de cada um é programa obrigatório. O visitante poderá observar a individualidade de expressão e o estilo de cada artista, resultando em esculturas, objetos decorativos e arte utilitária. Abertos à visitação, os ateliês oferecem uma grande variedade de peças em cerâmica, seja pela originalidade ou por sua destinação funcional. Além disso, o artista certamente lá estará em suas atividades e é comum o “dedo de prosa” com o visitante. Nessa relação se descobrirá que, mais do que colocar em suas obras seu talento, visão de mundo e valor estético, o artista coloca também sua alma, energia e emoções, procurando registrar, através de seu trabalho, seu tempo e circunstância.

A história da cerâmica em Cunha

A história da cerâmica em Cunha começou em 1975, quando a japonesa Mieko Ukeseki Konishi e o português Alberto Cidraes chegaram à cidade em busca de um local para trabalhar. Encontraram mais do que isso: apoio da prefeitura, lenha e argila de qualidade. Outros artistas juntaram-se a eles para construir, no antigo matadouro municipal, o primeiro forno de alta temperatura do lugar – para queimar as peças usando a técnica noborigama, empregada até hoje. Em seu ateliê, Mieko relembra os primeiros anos de trabalho e fala sobre o impacto causado pelo grupo na pacata Cunha da década de 70. “Os moradores ficavam admirados com aqueles hippies cabeludos querendo construir fornos e fazer arte”. Na época ninguém poderia imaginar que a técnica tornaria a cidade um importante pólo de cerâmica e, principalmente, que isso atrairia turistas. Mieko é curadora do Memorial da Cerâmica de Cunha, projeto que catalogou a produção artísitica dos ceramistas pioneiros. É um museu virtual (mecc.art.br), com acervo de mais de 200 obras e a trajetória dos principais artistas.

(por Luana Lila do ViajeAqui)

Atelier da Pousada Cheiro da Terra

Atelier da Pousada Cheiro da Terra

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Fonte Internet: http://www.cunha.sp.gov.br/

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