Mais perto do céu, chegando a pé: Trekking pelas montanhas da divisa SP-Minas

É sentir-se um semideus ter a experiência de estar no topo de uma montanha e contemplar, do alto, as nuvens e a neblina entrelaçando-se com o sol e descortinando um cenário deslumbrante em meio ao verde, como se aquele mundo pertencesse à gente.

Atividades de caminhada por longas distâncias, conhecidas como trekking, são revigorantes para o corpo e a alma, além de promoverem o espírito da aventura e da equipe – já que não é recomendado estar sozinho nessa empreitada. No estado de São Paulo há algumas trilhas para lá de emocionantes, capazes de tirar o fôlego – no bom sentido – de quem as pratica. Mirantes, cachoeiras, mata fechada e vales são algumas das paisagens que serão contempladas em meios às montanhas.

Pedra do Baú (foto no topo da matéria): conhecido lugar de quem costuma ir para Campos do Jordão, a Pedra do Baú está situada na Serra da Mantiqueira. Trata-se de uma formação rochosa de quase 2 mil metros de altitude, integrante do Complexo do Baú juntamente com as pedras do Bauzinho e Ana Chata, ambas com aproximadamente 1.700 metros de altitude. É um trajeto fácil, que não exige muito fisicamente, e curto (menos de dois quilômetros de extensão). Mas o terreno é rochoso, e é necessário escalar uma escadaria fixada no paredão. É indispensável equipamento de segurança.

Pico dos Marins

Pico dos Marins: também na Serra da Mantiqueira, está próximo às cidades de Piquete e Cruzeiro. Trata-se de uma trilha difícil, sobretudo para quem não está habituado à prática do trekking. São 15 quilômetros de percurso (somando ida e volta) em um terreno rochoso e íngreme. Além disso, até chegar ao cume, que fica na altitude de 2.420 metros, o praticante vai encontrar pouca sombra, o que pode deixar a caminhada bem desgastante se estiver um sol daqueles.

Serra do Lopo

Pico do Lopo: este pico fica bem na divisa São Paulo-Minas e pertence ao município mineiro de Extrema. A curiosidade é que parece um homem deitado, se visto da base, o que o tornou conhecido como “Gigante Adormecido”. O cume está numa altura de 1.780 metros, e apesar da distância total de dez quilômetros é considerada fácil. O caminho é todo demarcado e sem muitas dificuldades, embora o trecho antes de chegar ao topo exija o uso de cordas. No trajeto contempla-se um pouco estado de Minas Gerais, bem como é possível observar a Serra da Mantiqueira, a Represa Jaguari-Jacareí e a cidade de Joanópolis.

Trilha do Ouro

Trilha do Ouro: este é um longo trajeto que liga o município paulista de São José do Barreiro até a Vila de Mambucaba, no Rio de Janeiro. É uma das melhores maneiras de conhecer o Parque Nacional da Bocaina de ponta a ponta. São 50 quilômetros de extensão e três dias de caminhada por um trajeto que faz parte da história do país, construído no século XVII para, como o próprio nome diz, escoar o ouro que saía de Minas Gerais. Apesar de não ter como fim uma montanha específica, é um lindo caminho cuja altitude pode chegar a 1.500 metros através do qual surgem cachoeiras e vários mirantes. Por conta da distância e do terreno acidentado, é considerada uma trilha moderada, exigindo bastante preparo físico, mas a dificuldade técnica é baixa.

Fonte: https://www.jornalspnorte.com.br/

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