Cunha e Paraty, dobradinha perfeita para curtir o próximo feriado

Mais que um programa de viagem, Cunha e Paraty juntas nos traz um combo de história com natureza, montanhas e praias, sol e névoas, trekking e surfing, tudo regado com boa gastronomia. Tanto faz se você subir ou descer a Serra do Mar para a escolher seu ponto de partida. O nosso começou em Paraty.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Feira de artesanato em Paraty

Os mapas situam Paraty a 330 km de São Paulo e a 250 do Rio, bem no meio da BR-101, conhecida como Rio-Santos. Assinalada pelas palavras do urbanista Lúcio Costa “onde os caminhos do mar e da terra se entrosam”, é ponto de partida para uma viagem pelo tempo.

Paraty se revela a cada viajante. Os que amam sossego ou badalação, os que se ligam numa boa praia, àqueles que se entusiasmam com história ou com arquitetura, e aos que gostam de artesanato ou curtem cachaça da boa.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Os casarios de Paraty

Paraty não é inventada, nem monumental, é delicada. Seu casario, todo branco com salpicos de cores nas janelas e portas, tem sua beleza duplicada quando se reflete nas águas que a invadem na maré cheia. As ruas se transformam então em canais e deixam-na com parecença e ares venezianos. Mas a vila, desde sua fundação passou por épocas de esplendor, decadência, renascimento e quase saiu do mapa.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Vista da praia do Cachadaço, em Paraty

Paraty é, sem medo de errar, sinônimo de lua-de-mel, de passeio de escuna por uma de suas 65 ilhas, de mergulho submarino, de boa mesa e principalmente de férias, de se espraiar em mais de uma centena de régias praias. A mais famosa é a do Cachadaço. Escondida nas encostas da Mata Atlântica, tem suas águas refugiadas entre enormes blocos de granito formando uma grande piscina natural, ao contrário da praia do Cepilho, cujas ondas fortes merecem aplausos dos surfistas.

O certo é que para todos, Paraty é uma agradável surpresa.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Uma das inúmeras cachoeiras de Cunha

A estrada Paraty-Cunha –antiga Estrada Real do Caminho do Ouro– já é um destino. Não se apresse. Hoje toda asfaltada e bem sinalizada nada nos leva aos tempos que o itinerário tatuava as serras da Bocaina, do Mar e do Quebra-Cangalha, nome este para justificar a quantidade de estateladas de bestas e cargas na serra íngreme e tortuosa.

Aninhada entre montanhas e vales pontilhados de araucárias, Cunha presenteia o viajante com sua história única, mas ao invés de falar de suas memórias, vamos ao filão de suas florestas, cachoeiras, tradições folclóricas, e a nobre arte da cerâmica.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Vista de Paraty a partir da Pedra da Macela, em Cunha

Apostando na diversidade, Cunha nos brinda com uma das mais belas vistas da Serra do Mar: a imponente Pedra da Macela, com 1.840m de altitude, onde em dias claros, se avistam a baía e a cidade de Paraty, a Baía Grande e Angra dos Reis. A subida é íngreme, mas a vista lá do alto vale, e muito, todo esforço.

Depois da suadeira da trilha da Marcela, não deixe de mergulhar na Pimenta. Haja coragem! A ponta do pé congela só de ensaiar, mas, quando passa o efeito de agulhas pinicando a pele (vai ver que é por isso que a cachoeira se chama Cachoeira do Pimenta), vira-se criança, e aos valentes o prêmio de sair mais limpos do que almas.

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Paisagem bucólica de Cunha

Tomou gosto? Então toma mais: Cunha caipira boa da gema, e das muitas claras que entram no preparo dos suspirões recheados de doce de coco da Cidinha, doceira que herdou antigos sabores e saberes da região. E, mais daquela comida de sustança, feita lentamente no fogão à lenha, como angu, couve picada bem fininha, frango caipira, o feijão tropeiro misturado à carne e à farinha, e mais doce de leite, frutas em calda, e as renomadas queijadinhas.

É assim, comungando com aquela natureza, que Cunha vai tomando conta da alma da gente. Mas, não contarei tudo o que vi. A escritora chilena Isabel Allende ensina: “não revele tudo sobre um lugar, deixe que o visitante também faça suas próprias descobertas”. Como não resisto, direi ainda uma coisinha só: há os que vão a Cunha para ver … o céu!

Créditos: Viramundo e Mundovirado

Aninhada entre montanhas e vales pontilhados de araucárias, Cunha presenteia o viajante com sua história única

Onde ficar e comer

Em Paraty:
Pousada Porto Imperial: Praça da Matriz, centro histórico
Pousada Flor do Mar: Rua Fresa, 257, em frente ao cais

Banana da Terra: no centro histórico. Especialidades paratienses nos pescados e frutos do mar
Restaurante do Hiltinho, rua Marechal Deodoro, 233. Não deixe de experimentar o camarão casadinho e a lula recheada

Em Cunha:
Pousada Barra do Bié, o caminho para se chegar até ela é prazeroso, ladeado de fazendas e de cercas que ganharam uma bela pátina do tempo, e a fumacinha saindo da chaminé da pousada anuncia além de interior aconchegante, tem comida boa feita com esmero pela Ana Rosa www.pousadabarradobie.com.br
Pousada da Mata, nem bem o hóspede tira as malas do carro, já vai provando as especialidades da Joana: um biscoitinho de nata, um pão de mel, indicando quanto à estadia ali será saborosa, Tel: (12) 3111-1975, www.pousadamata.com.br

Restaurante Quebra Cangalha, é um bom local para se saborear uma truta com molho de pinhão e o cremoso purê de banana da terra, Tel: (12) 3111-2391, www.quebracangalha.com.br
Restaurante Panela de Barro, localizado no centro histórico, oferece as comidas de sustança, típicas da roça: galinha caipira, feijão tropeiro, leitoa, farofas, abóbora, quiabo, feitas em fogão a lenha, e claro… em panelas de barro! Rua João Manoel Rodrigues 17

Mais informações www.cunhatur.com.br

Fonte: https://catracalivre.com.br/

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